
A Polícia Civil da Paraíba elucidou o caso da morte de um idoso de 66 anos em Pombal, no Sertão, e o delegado Danilo Dutra, responsável pela investigação, revelou detalhes que agravaram ainda mais a gravidade do crime. Segundo ele, a situação chamou atenção desde o início, já que a morte foi comunicada por pessoas que se apresentavam como cuidadores, mas que sequer eram conhecidas pela família da vítima.
De acordo com o delegado, a investigação reuniu provas técnicas, imagens e laudos periciais que confirmaram que o idoso já estava morto há pelo menos dois dias quando o caso foi comunicado. “Constatamos que quando o fato foi comunicado, o corpo já se encontrava na residência há pelo menos dois dias”, explicou.
Ainda segundo Danilo Dutra, o suspeito presenciou o idoso em estado grave, agonizando dentro de casa, mas não tomou nenhuma providência. “Ele verificou que o idoso necessitava de atendimento emergencial, viu ele agonizando por várias vezes e não acionou socorro, não comunicou a família”, afirmou.
O delegado destacou que o caso se torna ainda mais grave porque, mesmo após a morte da vítima, o suspeito tentou obter vantagem financeira. “No dia anterior à comunicação, ele foi ao comércio tentar receber valores de aluguéis em nome da vítima, alegando que estava a mando do proprietário, que já estava morto”, relatou.
Após o crime, o casal fugiu da cidade, mas foi localizado e preso. O homem responde por homicídio por omissão e tentativa de estelionato, enquanto a companheira foi responsabilizada por omissão de socorro com resultado morte. Ele permanece preso aguardando julgamento.



