O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra o prefeito de Condado e a esposa dele, ex-secretária municipal de Ação e Promoção Social, por suspeitas de dano aos cofres públicos e enriquecimento ilícito. A ação foi divulgada nesta quinta-feira (15).

Segundo o MP, Roberta Waléria Rodrigues Formiga Paixão teria permanecido por 14 meses no cargo enquanto cursava Medicina em tempo integral em uma faculdade de Patos, sem exercer adequadamente as funções da secretaria. O órgão afirma que o prefeito tinha conhecimento da situação e só a exonerou em fevereiro de 2026.

De acordo com a investigação, a ex-secretária recebeu R$ 53.285,71 em salários durante o período questionado. O promotor responsável afirma que o prefeito foi formalmente alertado pelo Ministério Público, mas permitiu a continuidade dos pagamentos.

O MPPB pede que os dois sejam condenados, incluindo o ressarcimento dos R$ 53,2 mil e o pagamento de indenização por dano moral coletivo equivalente a 100 salários mínimos. Também solicita perda de funções públicas, suspensão de direitos políticos e outras sanções. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e os réus poderão apresentar defesa.