

A Polícia Federal deu andamento aos desdobramentos da 2ª fase da Operação Arena, executando o sequestro de um amplo patrimônio pertencente a investigados por suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra o sistema financeiro na Paraíba. A ofensiva mira operadores e dirigentes ligados à casa de apostas esportivas Pixbet.
Entre os bens atingidos pela determinação judicial estão veículos automotores, apartamentos, fazendas, semoventes (bois e cavalos), obras de arte, joias, relógios de alto padrão e valores custodiados em contas bancárias. O montante financeiro total ainda está sendo contabilizado pelos peritos federais. O sequestro impede a venda, transferência ou alienação do patrimônio enquanto o processo judicial tramita.
A apuração aponta que recursos obtidos por meio de apostas eram remetidos para uma empresa de fachada sediada em Curaçao e retornavam ao Brasil mediante emissão de notas fiscais por serviços que não teriam sido efetivamente prestados, com o objetivo de dar aparência lícita aos valores.
Entre os principais alvos da operação estão Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da Pixbet — apontado pelos investigadores como operador e beneficiário direto, tendo sido detido preventivamente e posteriormente liberado sob fiança pelo TRF5 —, e Ernildo Júnior, proprietário da plataforma de apostas, que também foi alvo de mandados judiciais.



