Airbnb ganha imposto em Salvador, CPI em São Paulo e novas regras no Rio.

O avanço do Airbnb no Brasil tem provocado reações de grandes capitais, que passaram a discutir e implementar medidas para regulamentar e tributar o serviço de aluguel por temporada.

Em Salvador, a prefeitura aprovou a cobrança de imposto sobre as operações realizadas pela plataforma, equiparando a atividade a serviços turísticos tradicionais, como hotéis. A medida busca aumentar a arrecadação municipal e equilibrar a concorrência no setor.

Já em São Paulo, o tema ganhou força política com a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis impactos do Airbnb no mercado imobiliário, como a alta nos preços de aluguel e a redução da oferta de moradias.

No Rio de Janeiro, novas regras estão sendo discutidas para disciplinar o funcionamento da plataforma, incluindo exigências para cadastro de imóveis e maior controle por parte do poder público.

As medidas refletem uma tendência global de regulamentação das plataformas digitais de hospedagem, diante do crescimento acelerado do modelo e seus impactos urbanos, econômicos e sociais.

Especialistas apontam que, enquanto o Airbnb amplia oportunidades de renda para proprietários, também levanta preocupações sobre concorrência com a hotelaria tradicional e mudanças no perfil habitacional das cidades.