
O chefe do Comando Vermelho na Paraíba, conhecido como “Fatoka”, e integrantes da facção usavam câmeras instaladas em pontos estratégicos de Cabedelo, na Grande João Pessoa, para monitorar policiais e forças de segurança.
Segundo a Polícia Civil, as câmeras eram colocadas em postes, árvores e até em casas de moradores, que eram obrigados a aceitar os equipamentos.
Controle do Rio de Janeiro
De acordo com as investigações, Fatoka acompanhava as imagens diretamente do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, onde está foragido. O objetivo era antecipar ações da polícia em áreas dominadas pela facção e avisar os criminosos em tempo real.
O sistema também servia para vigiar rivais e evitar prejuízos às atividades da organização criminosa.
Histórico de fugas e operações
Na terça-feira (30), uma operação da Polícia Civil prendeu 24 pessoas ligadas ao Comando Vermelho e bloqueou cerca de R$ 125 milhões em bens.
Fatoka já havia ganhado notoriedade em 2018, quando participou da fuga em massa do presídio PB1, em João Pessoa, após explosão que destruiu o portão principal. Meses depois, foi preso em Alagoas, mas conseguiu liberdade com tornozeleira eletrônica — que rompeu pouco tempo depois.
Atualmente, também é investigado pela Polícia Federal por suposta influência em nomeações de cargos públicos.
Facção na Paraíba
O Comando Vermelho atua principalmente em Cabedelo, Campina Grande e Bayeux. Segundo a polícia, parte da facção surgiu a partir da cooptação de líderes da antiga “OKD”, grupo que foi absorvido para fortalecer o CV no estado.



