
A Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba (Agevisa-PB) recomendou a apreensão imediata de produtos capilares irregulares que estejam sendo vendidos no estado, como pomadas para trançar, alisar ou modelar cabelos. O alerta foi emitido aos fiscais da própria Agevisa e às Vigilâncias Sanitárias municipais.
A medida visa reforçar a proibição da venda de diversos cosméticos que representam sérios riscos à saúde dos usuários. Segundo o diretor-geral da Agevisa, Geraldo Moreira de Menezes, os efeitos adversos causados por esses produtos já vêm sendo registrados há anos em vários estados do país.
Entre os sintomas relatados estão cegueira temporária, ardência intensa nos olhos, coceira, vermelhidão, inchaço ocular, dor de cabeça, entre outros. A maior preocupação está relacionada ao uso indevido de substâncias proibidas, como o formol (ou formaldeído) e o ácido glioxílico em alisantes capilares — ambos altamente tóxicos.
De acordo com alerta divulgado pela Anvisa, essas substâncias, quando aquecidas ou combinadas com outros procedimentos, como a descoloração, podem causar danos irreversíveis aos fios e à saúde, incluindo problemas respiratórios e lesões na pele.
Atualmente, o formol só é permitido em cosméticos como conservante (até 0,2%) ou endurecedor de unhas (até 5%). O uso como agente alisante é terminantemente proibido no Brasil, e quem o utiliza pode incorrer em crime hediondo, conforme previsto no Código Penal.



